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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

No canto

Coldplay era o que ele estava ouvindo.
Estava lá, sentado no canto.
E por que ele estava lá?
Bem, por uma razão muito simples:
Resolvera ser diferente e se apaixonara.
Não quis apenas contato físico.
Quis também lembrança.
E a cada vez que lembrava perdia um pedaço do coração.

Não, ele não era triste nem melancólico.
Somente uma ou duas pessoas sabiam o que realmente se passava em sua mente.
E em seu coração, ou pelo menos o que sobrava dele.
Era feliz como a maioria dos jovens.
Tinha aquela vontade de viver.
De provar.
De descobrir.
De recriar e
Revolucionar.

O mundo...
O mundo era grande.
Mas em sua curta vida descobrira que o importante não era saber o que aconteci no mundo.
Mas sim o que acontecia consigo e com as pessoas que amava.
Sobretudo as que o amavam também.

E como sabemos a natureza humana é estranha e incompreensível.
O próprio amor é um cara que possui múltiplas facetas.
Ele lhe causa alegrias e tristezas.
Certezas e dúvidas.
Promove a paz e causa guerras.

E ele continua no canto.
Ainda ouve Coldplay.
O mundo gira.
Alguma estrela em alguma galáxia se apaga.
Uma borboleta bate as asas.
E um terremoto atinge o Japão.


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Para quem ficou curioso(a) eu estava ouvindo a música Green Eyes do Coldplay ao escrever esse texto.

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